Sindicato denuncia cárcere privado em refinaria da Petrobrás em Fortaleza

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Após deflagração do movimento grevista nacional, às 00h do dia 01 de fevereiro, a troca postos dos trabalhadores de turno não está sendo efetivada na Refinaria de Lubrificantes do Nordeste (Lubnor), localizada no Bairro Mucuripe. Por isso, cerca de sete trabalhadores já completaram 48h seguidas de trabalho dentro da refinaria.


“Houve uma tentativa frustrada de negociação com a companhia, que não quer aceitar o direito dos trabalhadores de fazer greve, então entramos na Justiça para tentar fazer com que a Petrobrás retire imediatamente esses trabalhadores sobrecarregados e negocie um efetivo mínimo que garanta a segurança das instalações”, afirma o presidente do Sindicato, Jorge Oliveira.


Oliveira alega ainda que os trabalhadores não podem simplesmente se levantar e sair, por conta da segurança da refinaria, que fica localizada em bairro residencial.


O motivo da greve é o descumprimento de cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho, entre elas a garantia direitos contra as demissões em massa na Petrobrás, além da mudança da tabela de turno em caráter unilateral na própria Lubnor, ignorando as tentativas de negociação por parte do sindicato.


A expectativa é que nesta segunda-feira, às 7horas, o movimento cresça ainda mais, com a adesão dos trabalhadores do setor administrativo da refinaria. Os trabalhadores nas plataformas no Ceará, em Paracuru, também aderiram ao movimento nacional.