Fortaleza despencou do 28º lugar, em 2010, para o 53º lugar, em 2013

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Na última quarta-feira, 2, o deputado Capitão Wagner, em pronunciamento na Assembleia Legislativa, destacou o tema da Campanha da Fraternidade de 2016, “Casa Comum, nossa responsabilidade”, lançada em Janeiro pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que trata sobre o direito do cidadão ao saneamento básico.


O Deputado trouxe dados do “Ranking do Saneamento”, elaborado pelo Instituto Trata Brasil, onde no diagnóstico das 100 maiores cidades do Brasil em termos de população, Fortaleza despencou do 28º lugar, em 2010, para o 53º lugar, em 2013.


Em Fortaleza, o esgotamento sanitário não chega para 53% da população. De acordo com o ranking, em 2012, apenas 49 % do esgoto da Capital era coletado. Para esse índice, Fortaleza ficou abaixo da média dos municípios analisados, que é de 62,4%.


“Essas informações nos preocupam, pois a Fundação Nacional da Saúde aponta que a cada R$ 1 real gasto em saneamento, há uma economia de R$4 reais em saúde e cerca de 53% da população de Fortaleza não tem acesso a esgotamento sanitário”, destacou o Deputado.


Ainda segundo o Instituto o saneamento mostra que apenas 47% do esgoto de Fortaleza recebe tratamento. Os serviços de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana, entre outros, são insuficientes para a população.


A previsão do Plano Municipal de Saneamento Básico, aprovado por decreto do prefeito Roberto Cláudio no final de 2015, prevê que apenas em 2033, 99% da população será atendida.