Vereadores de Fortaleza discutiram ordenamento do comércio nos conjuntos habitacionais

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Os parlamentares da Frente Parlamentar de Acompanhamento de projetos, Financiamentos, Obras e Ações de Habitação Popular, melhoria Habitacional e Regularização Fundiária da Câmara Municipal de Fortaleza se reuniram na tarde desta quarta-feira, 16, com órgãos públicos e sociedade com o objetivo de debater os desafios e problemáticas enfrentadas pelos empreendedores em conjuntos habitacionais no município de Fortaleza.

Nara Araújo, moradora da Alameda das Palmeiras, sinalizou uma ação mais imediata da Habitafor no sentido de direcionar as comunidades quanto a legalização dos comércios nos habitacionais para que ações como as que estão ocorrendo, intitulada como Operação Domus, não derrube espaços já construídos na periferia. “Após anos de funcionamento do comércio a operação Domus visita as comunidades e derruba os pequenos comércios. A renda das pessoas vem dali e como essas famílias vão viver?”, questionou a moradora.

Diante das demandas apresentadas pela população, o vereador e presidente da Frente, Lúcio Bruno (PDT), proporcionou um encontro entre a população e os órgãos municipais para que haja direcionamentos as demandas apresentadas.

“Estamos sendo procurados pelos empreendedores da cidade de Fortaleza, pois existe uma problemática sobre ordenamento de espaço nos conjuntos habitacionais. A gente sabe que boa parte desses conjuntos são afastados do Centro e acaba se criando comércios devido a distância e pela sobrevivência. A gente resolveu fazer a reunião sobre esse tema específico para chegarmos a um consenso no sentido de resolver de fato a situação desses empreendedores”, disse o parlamentar.

De acordo com Waldemar Pereira, coordenador da Secretaria da Cidade, há a demanda para que seja feito um diagnóstico sobre esses espaços. A Secretaria Municipal de Gestão Regional, segundo pontuou Acelino Freitas, fará um cadastramento dos espaços destinados ao empreendedorismo na cidade. “Existe o problema, porém é necessário quantificar e qualificar a demanda. O cadastramento nas comunidades é para conhecermos afundo o problema e tirarmos um relatório”, disse Acelino.

Representando a Habitafor, Dra. Juliana Sena, reforçou a necessidade de ordenamento dos espaços públicos na organização dos comércios nos residenciais para que não atrapalhe a área comum. “Esse ordenamento é importante e é preciso que sejam realizados estudos para conhecermos as estruturas e percebermos possibilidades de áreas para construção”, atentou.

Fonte: Assessoria da Câmara Municipal de Fortaleza

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