Vereador de Fortaleza distribuirá leques que homenageiam 13 mulheres

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Apresentando um leque com fotos de mulheres que dedicaram sua vida na luta por direitos igualitários, peça produzida pelo seu mandato, o vereador Ronivaldo (PT) homenageou todas as mulheres pelo seu dia, comemorado anualmente em 8 de março.


O dia 08 de março tem uma significativa importância histórica porque levanta uma questão que não foi resolvida até hoje: a desigualdade que afeta as mulheres. Não podemos negar que muita coisa mudou desde a institucionalização do Dia Internacional da Mulher no início do século XX. As mulheres conquistaram o direito de trabalhar, de votar, de se candidatar a cargos públicos, dentre outros. No entanto, a desigualdade de gênero permanece até hoje e afeta diferentes dimensões das vidas das mulheres, tais como: as condições de trabalho ainda são piores para as mulheres, a violência contra a mulher tem aumentado em números alarmantes e a participação da mulher nos espaços políticos ainda é bem menor que dos homens.


Mas temos que falar de resistência e inspiração: mulheres fortes que tem nos ensinado como enfrentar o cenário de violência e de desvalorização. Tantas mulheres que resistem e enfrentam as estruturas do machismo e da violência e servem de exemplo para seguirmos lutando por um mundo melhor.


DADOS:


  • As mulheres trabalham, em media, 7,5h a mais por semana do que os Homens (PNAD-2016);


  • As mulheres ganham, em média, 77,5% do salário dos homens (IBGE-2017);


  • A taxa de feminicídio no Brasil é a quinta maior do mundo. No Brasil uma mulher é estuprada a cada 11 minutos (IPEA). Considerando que muitas deixam de denunciar a violência, a frequência pode ser de um caso por minuto, ou mais de meio milhão de mulheres vítimas a cada ano;


  • De janeiro a julho de 2018, o Ligue 180 registrou 27 feminicídios, 51 homicídios, 547 tentativas de feminicídios e 118 tentativas de homicídios. No mesmo período, os relatos de violência chegaram a 79.661, sendo os maiores números referentes à violência física (37.396) e violência psicológica (26.527). (Dados MDH, agosto de 2018);


Conheça as mulheres homenageadas:


Luizianne de Oliveira Lins é uma jornalista, professora universitária e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT). É deputada federal pelo estado do Ceará e ex-prefeita de Fortaleza.


Maria Luíza Menezes Fontenele é uma professora universitária, ex-parlamentar e ativista brasileira, mais conhecida por ter sido prefeita de Fortaleza, entre 1986 e 1989. Foi a primeira mulher a ser eleita prefeita de uma capital de estado brasileiro, além de ser a primeira prefeita de capital eleita pelo Partido dos Trabalhadores (PT).


Malala Yousafzai é uma ativista paquistanesa. Foi a pessoa mais nova a ser laureada com um prémio Nobel. É conhecida principalmente pela defesa dos direitos humanos das mulheres e do acesso à educação na sua região natal do vale do Swat na província de Khyber Pakhtunkhwa, no nordeste do Paquistão, onde os talibãs locais impedem as jovens de frequentar a escola. Desde então, o ativismo de Malala tornou-se um movimento internacional.


Maria da Penha Maia Fernandes é uma farmacêutica brasileira que lutou para que seu agressor viesse a ser condenado. Maria da Penha tem três filhas e hoje é líder de movimentos de defesa dos direitos das mulheres, vítima emblemática da violência doméstica. Em 7 de agosto de 2006, foi sancionada a lei que leva seu nome: a Lei Maria da Penha, importante ferramenta legislativa no combate à violência doméstica e familiar contra mulheres no Brasil. É fundadora do Instituto Maria da Penha, uma ONG sem fins lucrativos que luta contra a violência doméstica contra a mulher.


Dilma Vana Rousseff é uma economista e política brasileira, filiada ao Partido dos Trabalhadores (PT) e 36ª Presidente do Brasil sendo a primeira mulher eleita presidenta do Brasil.


Margarida Maria Alves foi uma sindicalista e defensora dos direitos humanos brasileira. Foi uma das primeiras mulheres a exercer um cargo de direção sindical no país. Seu nome e sua história de luta inspiraram a Marcha das Margaridas, que foi criada em 2000.


Marisa Letícia Lula da Silva foi uma primeira-dama do Brasil, ocupando o posto entre 1º de janeiro de 2003 e 1º de janeiro de 2011, período em que o seu marido, Luiz Inácio Lula da Silva, exerceu o cargo de presidente da República.


Marielle Francisco da Silva foi uma socióloga, política, feminista e defensora dos direitos humanos brasileira. Filiada ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), elegeu-se vereadora do Rio de Janeiro para a Legislatura 2017-2020, durante a eleição municipal de 2016, com a quinta maior votação. Crítica da intervenção federal no Rio de Janeiro e da Polícia Militar, denunciava constantemente abusos de autoridade por parte de policiais contra moradores de comunidades carentes. Em 14 de março de 2018, foi assassinada a tiros junto de seu motorista, Anderson Pedro Mathias Gomes, no Estácio, Região Central do Rio de Janeiro.


Frida Kahlo (1907-1954) foi uma pintora mexicana conhecida por seus autorretratos de inspiração surrealista e também por suas fotografias.


Rosa Luxemburgo foi uma filósofa e economista marxista polaco-alemã. Tornou-se mundialmente conhecida pela militância revolucionária ligada à Social-Democracia da Polônia (SDKP), ao Partido Social-Democrata da Alemanha (SPD) e ao Partido Social-Democrata Independente da Alemanha (USPD). Participou da fundação do grupo de tendência marxista do SPD, que viria a se tornar mais tarde o Partido Comunista da Alemanha (KPD). Seu nome em polaco é Róża Luksemburg e em alemão Rosa Luxemburg.


Célia Zanetti foi uma das pioneiras no Estado do movimento feminista. Foi também uma das fundadoras, em 1975, do movimento Feminino pela Anistia, que surgiu para conscientizar, persuadir e pressionar a sociedade e o Governo, mostrando a necessidade de anistia. O movimento era composto majoritariamente por mulheres que viram os maridos serem torturados e assassinados pelo governo militar. No Ceará, trabalhou pelas causas libertárias e emancipatórias por várias décadas.


Maria Edite Silva é referência no movimento social de políticas para as mulheres, militante das comunidades eclesiais de base, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores em 1987.

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