Sindiagua bate duro na tese de privatização da Cagece

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A posição do presidente do BNDES só revela a perversa face neoliberal do governo Temer que quer, a todo custo, entregar o patrimônio público do País“. Eis o que diz, em nota que manda para esta Coluna o presidente do Sindiagua, Jadson Sarto. Ele reage à fala de Paulo Rabello de Castro, que diz ser a favor da venda das estatais do setor de saneamento.


No caso da água, segundo Jadsosn, o risco envolve prejuízos enormes, por se tratar de um direito humano indispensável à vida.Mais de 200 cidades – entre elas Buenos Aires, Paris, Berlim e Atlanta – reestatizaram o serviço de saneamento depois de fracassadas privatizações que fizeram com que o lucro privado se sobrepusesse aos interesses coletivos, prejudicando a população com aumentos exorbitantes de tarifas, queda na qualidade do serviço, demissões em massa e elevação da exclusão social. Ao invés de financiar com dinheiro público projetos privatistas que atendem muito mais os interesses do mercado privado, o BNDES deveria usar esse recurso para fortalecer e qualificar o saneamento público“.


O Sindiagua, adianta, éfrontalmente contrário a qualquer intenção de venda da Cagece e também a projetos de privatizações disfarçadas de PPP – como o que está em curso no Ceará – que pretende entregar todo o sistema de água e esgoto das regiões metropolitanas de Fortaleza e do Cariri (o “filé” da receita do saneamento) à iniciativa privada“.


Ele diz esperar que o governador não se alinhe à política “entreguista” de Temer e, assim como já fizeram pelo menos sete estados, retire o Ceará do programa nacional de privatizações.