Sem crise no aeroporto regional do Cariri

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Juazeiro do Norte, no Ceará, tem se destacado não só pelas grandes romarias ao longo de todo o ano ou pela figura religiosa do Padre Cícero Romão Batista, mas também, pelo crescimento surpreendente no tráfego de passageiros no aeroporto Orlando Bezerra de Menezes. Só em Janeiro desse ano, foram realizadas 751 operações, um aumento de 40,1% em comparação a janeiro do ano passado, quando foram realizados 536 pousos e decolagens. Esse número requerer destaque, mesmo estando em alta estação, mas levado em consideração o momento de dificuldades econômicas mundiais.


A Região do Cariri se beneficia com esse crescimento do aeroporto, mesmo o equipamento sendo categoria dois na tabela de classificação do Cadastro de Informações Aeroportuárias (CIA). São somados 89 pontos e para chegar ao topo da tabela deverá ultrapassar os 140 pontos. Para chegar a essa pontuação é necessário proporcionar a facilidade nos acessos proporcionados pelo aeroporto, além da movimentação e outras ações.


Integrando a rede Infraero desde o dia 14 de março de 2002, o aeroporto de Juazeiro do Norte atende às regiões centro-sul do Ceará, noroeste de Pernambuco e sertão da Paraíba, representando um dos principais instrumentos para o desenvolvimento econômico da região.


A economia na Região do Cariri em crescimento


O crescimento nas contratações para setores da economia no Cariri, mesmo com a instabilidade do País, continua em ascensão. Na região, o principal centro de convergência, Juazeiro do Norte, acaba beneficiando o processo de desenvolvimento nos setores da indústria, comércio e construção civil. O destaque maior, com a movimentação vivenciada em dezembro, foi o comércio, com cerca de 6% no aumento da abertura de postos de trabalho, conforme dados do Sistema Nacional de Emprego / Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (Sine/IDT).


Esse crescimento, segundo a gerente regional do Sine/IDT, Ariadne Araújo, pode ser verificado a partir da segunda quinzena de dezembro, na melhor fase para o comércio, com o Natal, e nos primeiros quinze dias do ano. “Não vimos que houve retração, mas há uma estabilidade e as empresas continuam contratando”, diz. Essa realidade para os setores mais fortes na economia regional, acontece principalmente em função de um processo de desenvolvimento acelerado que já passava o Cariri.



Por Hariádina Salveano