Saída de Camilo do PT ainda está no campo das especulações

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Em conversa com petistas, Camilo Santana afirma que não tomará nenhuma decisão antes de 2018 e qualquer movimentação neste sentido, só poderia ser iniciada a partir de uma ampla negociação interna e externa, para não prejudicar o partido e o próprio projeto de reeleição.


Nos últimos dias se intensificaram as especulações sobre uma possível saída do governador Camilo Santana do Partido dos Trabalhadores. O principal motivo seria garantir o projeto de reeleição. Na avaliação de alguns analistas políticos, o desgaste da sigla seria um problema para o governador.


O governador, entretanto, em conversa com petistas, tem afirmado que não tomará nenhuma decisão antes de 2018 e qualquer movimento neste sentido, teria que ser a partir de uma ampla negociação interna e externa, para não prejudicar o partido. Ainda na avaliação de Camilo, sua saída do PT só seria viável no caso de uma negociação que garantisse o apoio do partido à sua reeleição. Apesar da crise de imagem que o partido atravessa, o PT ainda tem um capital político decisivo em um processo eleitoral no Ceará, com pelo menos 20% dos votos do eleitorado, um percentual bastante significativo em um quadro de disputa que se avizinha acirrado.


Na volta da viagem oficial que faz ao Oriente Médio, o governador tem uma reunião agendada com uma comissão de petistas que integram seu grupo político no PT, para tratar da relação com o partido e analisar a conjuntura. No próximo mês de março o PT realizará seu processo de eleições internas para renovação das direções e essa especulação pode ter influência nos resultados da consulta, enfraquecendo o grupo político liderado pelo deputado José Guimarães, do qual Camilo faz parte, que comanda atualmente o partido, no Ceará.


Nos bastidores petistas comenta-se ainda que essa especulação da ida de Camilo pra o PSB não teria o aval do ex-governador Cid Gomes. O PSB deverá estar no arco de aliança do PSBD em 2018, no caso de uma candidatura de Geraldo Alckmin à presidência da República e dificilmente apoiaria a provável candidatura de Ciro Gomes. A avaliação geral é que ainda é muito cedo para qualquer decisão estratégica. A confusa situação do cenário político no Brasil é talvez a única certeza, no momento.


Fonte: Brasil247