PROEZAS DE UM BABÃO Ou a difícil arte do repuxamento de saco

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O chaleira, o puxa-saco,


O corta-jaca, o babão


São frutos do mesmo cacho


Sementes do mesmo chão


São peças do mesmo jogo


São cinzas do mesmo fogo


Todos têm pauta com o cão.


 


São pedras da mesma trempe


São gente da mesma laia


Pêlos do mesmo sovaco


Atletas da mesma raia


Tacos da mesma sinuca


Varas da mesma arapuca


São piores que lacraia


 


Areia da mesma praia


E praias do mesmo mar


Tem a mesma consciência


Das quengas do lupanar


Tijolos do mesmo muro


Ratos do mesmo monturo


Redes do mal balançar.


Ninguém pode se livrar


Das astúcias de um babão


Porque é capaz de tudo


Para agradar ao patrão


Lambe chão, escova bota


Só para ver a derrota


De alguém da repartição.


 


Todo local de trabalho


Tem um sujeito babão


Que vive dependurado


Nos testículos do patrão


Chama a todos de colega


Mas na hora da entrega


Delata até um irmão…


 


É um Coxinha da vida


É uma arapuca armada


Pra ver o chefe contente


Vive de contar  piada


O chefe finge que ri


Sabendo que aquele ali


E uma barca furada.


 


É o primeiro que chega


O derradeiro que sai


Se o patrão chama ele vem


Se o chefe manda ele vai


Agrada os superiores


Pra bajular os “doutores”


 


A própria mãe ele trai.


(…)


ADQUIRA O FOLHETO E DESCUBRA O DESFECHO DESSA HISTÓRIA SENSACIONAL.


 Cordel escrito em parceria pelos poetas JOTA BATISTA e ARIEVALDO VIANNA