MP do Ceará denuncia empresário e mais 17 investigados por organização criminosa e tráfico de drogas em Canindé

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O Ministério Público do Estado do Ceará, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Canindé, ofereceu denúncia criminal na última segunda-feira, 16, contra 18 pessoas por diversos crimes como organização criminosa, associação para o tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. Conforme as investigações do MP do Ceará, o grupo mantinha uma estrutura hierárquica consolidada, com divisão de tarefas em núcleos interdependentes e um núcleo operacional fixo em Canindé, comandado por um empresário do ramo da construção civil e transporte escolar.

A denúncia descreve a atuação de quatro núcleos: executor, com atuação direta na comercialização de entorpecentes e execução de crimes violentos na região; familiar, formado por parentes diretos do chefe da organização, que realizava movimentações financeiras em contas bancárias para dissimular as quantias ilícitas; empresarial, composto por sócios de empresas usadas para ocultar recursos econômicos; e financeiro, integrado por pessoas físicas utilizadas como “laranjas”, pois possuíam renda incompatível com as movimentações financeiras feitas.

Segundo o jornal Diário do Nordeste, o empresário Maurício Gomes Coelho, conhecido como “MK”, o vereador por Canindé Francisco Geovane Gonçalves, o chefe de facção criminosa Guardiões do Estado (GDE) Francisco Flavio Silva Ferreira, o “Bozinho”, outras 15 pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Ceará – MPCE por integrar uma organização criminosa que pratica o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro, no Município de Canindé, no Interior do Ceará.

O grupo é investigado por fazer essas movimentações financeiras com o propósito de ocultar e dissimular quantias ilícitas supostamente provenientes do tráfico de entorpecentes, utilizando, para isso, empresas de fachada, contratos com o poder público e pessoas interpostas atuando como “laranjas”. A investigação do Ministério Público identificou ainda que, além de movimentar grandes somas de dinheiro, a estrutura da organização criminosa operava com grau elevado de violência, articulação e influência política, inclusive com suspeita de envolvimento em tentativa de homicídio e cooptação de agentes públicos.

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