A nova regulamentação do Programa Farmácia Popular, publicada pelo Ministério da Saúde, prevê mudanças que podem ampliar o papel das farmácias no atendimento preventivo à população. Entre as novidades estão a modernização tecnológica do sistema, uso de biometria e reconhecimento facial para combater fraudes e a expansão da rede para regiões periféricas e de difícil acesso.
A norma também criou um Grupo de Trabalho (GT) para avaliar a oferta de novos serviços nas farmácias credenciadas, incluindo exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e acompanhamento terapêutico de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Para Maurício Filizola, farmacêutico e presidente da Rede de Farmácias Santa Branca, as medidas reforçam a transformação das drogarias em pontos estratégicos de prevenção e cuidado. Segundo ele, a ampliação dos serviços pode facilitar o acesso da população e contribuir para reduzir a demanda sobre o sistema público de saúde.
A regulamentação também aposta em inteligência artificial e segurança de dados para aumentar o controle sobre a distribuição de medicamentos gratuitos e subsidiados. O governo pretende ainda priorizar o credenciamento de estabelecimentos em áreas com maior densidade populacional e vulnerabilidade social.
Em localidades com dificuldades de transporte, como áreas ribeirinhas, também estão em estudo alternativas como unidades volantes de atendimento. Para Filizola, a combinação de tecnologia, maior presença territorial e novos serviços pode tornar o Farmácia Popular mais ágil e acessível, especialmente para a população que mais necessita de atendimento.




