Deputado Acrísio Sena propõe articulação dos parlamentos nordestinos em defesa do BNB

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Durante evento articulado pela Associação dos Funcionários do BNB (AFBNB) em defesa do banco, na manhã desta segunda (18/3), no hotel Meridional, o deputado estadual Acrísio Sena (PT) sugeriu uma articulação entre as assembleias legislativas do Nordeste. “À semelhança do que vem ocorrendo com os governadores, precisamos gerar um movimento entre os parlamentos para discutir a pauta de desenvolvimento da região e rebater qualquer tentativa de destruir instituições que nos são essenciais, tais como o BNB, o DNOCS e a SUDENE”, afirmou o parlamentar.


Em artigo o presidente da Associação dos Aposentados do Banco do Nordeste (AABNB), José Edson Braga, faz um recorte histórico da instituição, reafirmando a importância do banco para o desenvolvimento do Nordeste. Confira.


Tendo iniciado suas operações em 1954, o Banco do Nordeste (BNB)completa, agora em 2019, 65 anos de atividades e incontestável eficácia em relação ao financiamento e investimento nas atividades produtivas no Nordeste do Brasil. Além de atuar no chamado “Polígono das Secas”, abrangendo cerca de 2.000 municípios nordestinos, o Banco também investe no Norte de Minas Gerais e em parte do Espírito Santo. Desde 1990, na condição de gestor do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), o BNB já investiu cerca de R$ 250 bilhões. Maior instituição financeira de desenvolvimento regional da América Latina, o BNB registrou em 2018 quase cinco milhões de operações de crédito que somaram R$ 43,58 bilhões em investimentos. Foram R$ 32,6 bilhões contratados via FNE, R$ 8,9 bilhões com o Crediamigo e R$ 2,5 bilhões pelo Agroamigo. O valor contratado por pequenas empresas foi de R$ 2,9 bilhões. O montante financiado pelo BNB nos últimos cinco anos passa dos R$ 141 bilhões de reais. E para o ano em curso (2019), somente com recursos do orçamento do FNE, a previsão de investimentos é de R$ 23,7 bilhões.


Esses números colocam o BNB como propulsor fundamental e indispensável à economia da Região Nordeste. Especialistas salientam que o fato de o Governo Federal ainda não ter definido o presidente do BNB pode soar como desconhecimento da máquina pública, haja vista a relevância do cargo. Qualquer ideia de fusão com outra Instituição deve reduzir a experiência e o potencial acumulados pelo BNB em seus 65 anos de atividades. E a sua extinção, por ser tão estapafúrdia, não deveria sequer ser cogitada.

Diante disso, a diretoria da AABNB junta-se à AFBNB para conclamar a Comissão Nacional, Sindicatos, Classes Políticas e Empresariais de todo o Nordeste a fim de evitar qualquer ação que possa prejudicar o BNB e, consequentemente, o povo nordestino.