De Nova York a Paris, de Madrid a Pequim, os maiores jornais do planeta noticiam a condenação de Bolsonaro

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Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por seu envolvimento na tentativa de golpe de Estado, um veredicto que gerou ampla repercussão na imprensa internacional. A decisão, anunciada em setembro de 2025, marcou a primeira vez na história recente do Brasil que líderes de uma tentativa de golpe foram responsabilizados judicialmente.
 
Repercussão em veículos internacionais
A condenação foi noticiada por grandes jornais e agências de notícias de todo o mundo, com destaques para:

  • The New York Times (EUA):
    Descreveu a condenação como um “marco para a maior nação da América Latina”, enfatizando que o país demonstrou como reagir quando um presidente tenta anular uma eleição.
  • The Washington Post (EUA):
    Noticiou que Bolsonaro foi condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe no Brasil.
  • El País (Espanha):
    Afirmou que a condenação do ex-presidente por tentar um golpe de Estado contra Lula representa um passo importante contra a impunidade no país.
  • The Guardian (Reino Unido):
    Mencionou a possibilidade de prisão de Bolsonaro, mas ressaltou que a condenação não necessariamente significa o fim de seu movimento político. O jornal também destacou a percepção de que o movimento político do ex-presidente continua vivo.
  • Deutsche Welle (DW) (Alemanha):
    Vários jornais alemães, como o Tagesschau, o Süddeutsche Zeitung e o Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ), noticiaram a condenação de 27 anos de prisão e a tentativa de golpe de Estado.
  • BBC News (Reino Unido):
    Relatou que a condenação de Bolsonaro por liderar uma tentativa de golpe de Estado teve ampla repercussão internacional.
  • Folha de S.Paulo (Brasil):
    Cobriu a repercussão internacional, citando a CNN americana e o jornal português Público, que destacaram a “decisão histórica”. 

Detalhes da condenação e reações

Crimes: Bolsonaro foi condenado por organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio público.

Reações políticas: Após a condenação, houve reações de políticos internacionais. O senador americano Marco Rubio criticou a decisão e o ministro do STF Alexandre de Moraes, o que levou o Ministério das Relações Exteriores do Brasil a defender a soberania do país.

Inelegibilidade: A condenação do STF ampliou o período de inelegibilidade de Bolsonaro, que já havia sido declarado inelegível até 2030 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023. Pela Lei da Ficha Limpa, ele ficará inelegível por mais oito anos após o cumprimento da pena.

Recursos: A defesa de Bolsonaro afirmou que irá recorrer da decisão, inclusive em âmbito internacional, e classificou as penas como “excessivas e desproporcionais”. A estimativa é que a prisão, caso os recursos sejam negados, ocorra até dezembro.

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