“Concentração de renda e desigualdade são as maiores responsáveis pela violência em Fortaleza”, denuncia Acrísio

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Com dados de pesquisas sobre o perfil socioeconômico de Fortaleza, o vereador Acrísio Sena (PT) acusou a desigualdade econômica e a concentração de renda como os principais responsáveis pela violência na cidade. Dados da ONU colocam nosso município entre os cinco mais desiguais do mundo. E o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE) confirma que vivemos na capital mais adensada do Brasil, com os dez bairros mais ricos localizados na SER II e os dez mais pobres nas regionais V e VI, denunciou.


Segundo o petista, o mapa da exclusão em Fortaleza mostra outros dados contundentes. Os 7% da população que vivem nos dez bairros mais ricos da cidade abocanham 26% da renda produzida, enquanto 1/3 mora em favelas. Quase 80% dos nossos habitantes ganha, no máximo, R$ 1.020. Somos apenas a 20ª capital na remuneração das pessoas com empregos formais, com 24% de informais e 134 mil cidadãos vivendo na extrema pobreza, ressaltou.


Como lidar com este nível de exclusão? É evidente que isso gera revolta, medo e insegurança. Fica claro que violência aqui não é somente um problema de polícia. Temos o 5º orçamento e o 8º mercado consumidor do país. Fortaleza concentra 48% do PIB do Estado. Ou seja: em paralelo à miséria, vemos carros importados circulando, shopping centers sendo abertos e um mercado imobiliário com construções de ponta. Caso a indiferença com esta realidade continue, viveremos constantemente num barril de pólvora. Esta deve ser a principal questão a ser abordada pelos candidatos a prefeitura de Fortaleza, que deverão comparecer na Câmara municipal para falar de suas propostas para resolver tal questão, sentenciou o parlamentar.


Custo de alimentação da cesta básica é segundo mais caro do nordeste e a renda é segunda menor.