A homenagem reconhece a trajetória da ministra na defesa da democracia, da justiça e da cidadania no Brasil. O presidente da Alece, Romeu Aldigueri, destacou que a honraria representa o reconhecimento do povo cearense à contribuição da magistrada para o fortalecimento do Estado Democrático de Direito.
Ao agradecer, Cármen Lúcia afirmou que recebe o título como um gesto de generosidade que também traz responsabilidade. A ministra destacou o histórico do Ceará na defesa das liberdades e lembrou que o estado foi pioneiro na abolição da escravidão no Brasil. “O Ceará tem uma história de luta pelas liberdades, um passado honroso que deveria ser exemplo para todo o País”, afirmou.
Ela também ressaltou a importância de mulheres cearenses na história brasileira, citando nomes como Bárbara de Alencar e Jovita Feitosa, que, segundo a ministra, simbolizam a luta por uma sociedade mais justa e solidária.
Natural de Montes Claros, em Minas Gerais, Cármen Lúcia é doutora em Direito Constitucional e ministra do STF desde 2006, indicada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ela também já presidiu o STF entre 2016 e 2018 e atualmente preside o TSE.